revisão automotiva

Revisão automotiva: guia completo para realizá-la de forma eficiente

Seja para lazer, seja para trabalho, ter seu veículo rodando em perfeitas condições evita uma série de surpresas e não coloca sua segurança em risco devido a falhas inesperadas de algum componente do carro. É por isso que a revisão automotiva é tão importante, já que ela identifica e previne uma série de falhas antes que elas resultem em problemas maiores.

Pensando nisso, preparamos este guia completo com todas as informações necessárias para que rotina de revisão automotiva seja implementada de forma eficiente, garantindo, assim, o melhor desempenho possível para o seu veículo. Entre outros assuntos, vamos explorar os diferentes tipos de revisão automotiva, reforçar sua importância e o que fazer para garantir uma boa revisão. Acompanhe!

O que é revisão automotiva?

A revisão automotiva é um conjunto de avaliações e ajustes que tem como objetivo manter o carro em bom estado de uso e prolongar sua vida útil. Isso leva em conta, principalmente, os parâmetros desenvolvidos pelas montadoras, que submetem o veículo a uma série de testes antes de colocá-los à disposição dos consumidores.

Em outras palavras, de certo modo, a revisão automotiva pode ser comparada com um check-up médico, ao qual nos submetemos de tempos em tempos. Em geral, fazemos uma série de exames e, ao detectarmos um problema de saúde, ele pode ser logo tratado. Com isso, evita-se que uma doença se desenvolva e se transforme em algo mais sério.

O mesmo vale para o seu carro: a revisão permite correções, trocas e ajustes quando os problemas estão ainda no começo e que, em muitos casos, nem são perceptíveis pelo motorista no dia a dia, garantindo, assim, que ele possa aproveitar ao máximo todo o desempenho do carro.

É importante não confundir a revisão com a vistoria, que é o procedimento exigido pelos órgãos de trânsito para garantir que o veículo registrado cumpre a legislação de trânsito e está liberado para rodar nas ruas e estradas do país.

Quais os tipos de revisão automotiva?

Apesar dessa definição ampla, nem todos os tipos de revisão automotiva são iguais. Cada um leva em conta alguns aspectos, como o tempo de uso do veículo e o período entre uma revisão e outra. Assim, esse tipo de procedimento pode ser dividido em três categorias: corretiva, preditiva e preventiva. Abaixo, explicamos o que diferencia cada uma delas.

Corretiva

Como o próprio nome dá a entender, a revisão corretiva tem como objetivo reparar e corrigir determinada falha que esteja prejudicando o bom funcionamento do veículo. Ou seja, na maioria dos casos, recorre-se a ela quando o carro apresenta um defeito que impede o seu desempenho de maneira adequada.

De qualquer forma, a revisão corretiva quase nunca vem acompanhada de boas notícias. Normalmente, ela envolve a troca de uma ou mais peças e faz com o que o veículo fique encostado na oficina por períodos que podem superar alguns dias. E como quase sempre esse tipo de manutenção acontece sem qualquer periodicidade, o motorista acaba pego de surpresa e fica sem o carro até que ele seja reparado.

Preditiva

A manutenção preditiva, por sua vez, engloba todas as ações para acompanhar a utilização do carro, monitorando sua condição com o passar do tempo.

Com essas informações, é possível analisar os componentes e agir para que sejam feitos reparos e ajustes antes que os problemas apareçam

É o caso, por exemplo, de quando se faz a verificação do óleo e se percebe que a viscosidade indica problemas no motor. Isso vale para sinais como vibrações, desgastes irregulares nos pneus ou, mesmo, inconformidades em qualquer um dos itens de segurança do veículo.

Com a análise preditiva em dia, o motorista evita a maioria dos problemas que levariam seu carro para a manutenção corretiva. Ou seja, investir na revisão preditiva é investir na prevenção.

Preventiva

Por fim, temos a manutenção preventiva do carro, que também como foca na prevenção, como o nome indica.

Ao conferir de forma periódica todos os componentes do veículo, esse procedimento previne que você encare sérios problemas enquanto está atrás do volante, incluindo nisso aspectos de segurança.

Além disso, ao fazer as revisões nos parâmetros indicados no manual do carro, o proprietário não só garante o direito à garantia previsto no momento da compra como prolonga a vida útil do veículo.

Isso faz da revisão preventiva um excelente investimento: ela evita imprevistos que não seriam detectados sem a averiguação cuidadosa das peças do carro e de todos os seus sistemas.

Esse tipo de manutenção deve ser feito de forma periódica ou, ainda, antes de situações em que o carro será muito exigido. Assim, fazer uma revisão para viagem é altamente recomendável, por exemplo.

Qual a importância de mandar o carro para a revisão?

Já falamos um pouco sobre a importância da revisão, mas não custa reforçar seus principais benefícios e por que ela nunca deve ser ignorada.

Como é de esperar, o uso do veículo, mesmo que com todos os cuidados possíveis, leva ao desgaste natural dos componentes. Com o passar do tempo, é normal eles deixarem de ter o mesmo desempenho de quando o carro era novo.

Esse processo pode ser acelerado se o carro roda muito em situações adversas, como em ruas e estradas esburacadas ou sob condições de clima extremo. Além disso, a intensidade do uso diário pode comprometer a vida útil do veículo ou de peças em específico.

A realização adequada dos procedimentos de revisão também gera economia para o dono do carro. A razão para isso é simples: os veículos com a manutenção em dia têm menos chances de irem para a oficina de forma inesperada e prolongam a vida útil dos componentes.

De quanto em quanto tempo ela deve ser feita?

Na dúvida sobre qual o período ideal para encaminhar seu veículo para a revisão? Na maior parte dos casos, essa informação está inserida no manual do proprietário. Lá, as montadoras descrevem de quanto em quanto tempo o veículo precisa passar por essa avaliação. É comum, inclusive, que a garantia oferecida pela fabricante só se mantenha válida caso o veículo esteja com a revisão em dia.

Em todo caso, quando essa informação não está disponível, os especialistas recomendam que a revisão seja feita, pelo menos, a cada 6 meses, o que acontecer primeiro.

Esses prazos devem ser respeitados mesmo que o veículo não seja muito utilizado no período. Muitos componentes perdem seu bom estado após certo tempo, mesmo quando não exigidos muito pelo motorista, como é o caso do óleo do motor e das baterias.

Se nenhum desses marcos for alcançado, mas ainda assim o veículo começar a apresentar sintomas de que algo não está bem, talvez seja o caso de antecipar a revisão. Tal precaução previne que o carro fique inutilizado por um problema mais sério não identificado no início.

Entre sinais que devem chamar a atenção para a revisão estão ruídos estranhos no motor do carro, pedais que não voltam a posição inicial depois de acionados ou, mesmo, trepidações e movimentos inadequados do volante.

O que deve ser avaliado?

Quase sempre, uma boa revisão é feita com base em um roteiro previamente estabelecido, indicando quais componentes devem ser avaliados e o que deve ser levado em conta para isso. De qualquer maneira, nos tópicos a seguir, vamos apontar os principais pontos desse tipo de procedimento.

Motor

Se formos recorrer de novo à metáfora do corpo humano para falar de automóveis, o motor do carro seria, de certa forma, o coração. Por isso, ele merece atenção especial durante a revisão, não só porque o funcionamento do carro depende do seu bom estado, como do preço para repará-lo, dependendo do dano.

Por isso, o motor deve ser revisado com cuidado, incluindo fluidos de lubrificação e o sistema de arrefecimento, que garante que ele opere na temperatura adequada.

Sem a lubrificação apropriada, as peças sofrerão atrito maior do que o adequado, aumentando seu desgaste. Logo, o óleo deve ser checado pela vareta de medição e trocado sempre de acordo com as recomendações do fabricante.

Já em relação ao sistema de arrefecimento, não basta conferir o nível de líquido do radiador. É preciso verificar se mangueiras, ventoinhas e bombas estão sem boas condições, com nenhum vazamento aparente.

Sistema de transmissão

Em paralelo à energia produzida pelo motor, o carro só vai andar se o que for gerado a partir da combustão for transferido para as rodas. Em poucas palavras, essa é a função do sistema de transmissão. Assim, a transmissão também merece atenção na revisão.

Para conferir a quantas anda esse componente, o responsável deve, primeiro, averiguar o nível de degradação dos componentes, como embreagem, caixa de câmbio (incluindo o óleo), o diferencial e o semieixo.

Em muitos casos, pode ser identificada a necessidade de substituição dessas peças, antes que a dirigibilidade fique comprometida. Já o óleo da caixa de câmbio precisa estar no nível correto e ser trocado conforme orientações do fabricante.

Bateria e sistema elétrico

Não é raro que a bateria e o sistema elétrico do carro como um todo sejam ignorados na hora da revisão, já que outros itens costumam chamar mais atenção para problemas urgentes.

Mas não tomar os devidos cuidados com a bateria do carro pode ser perigoso, já que esse componente nem sempre apresenta sinais claros de que vai dar defeito. Isso pode levar a problemas desde a dificuldade para dar partida no carro até uma pane elétrica completa. É comum, inclusive, que esse tipo de defeito dê início a pequenos incêndios, que colocam em risco o motorista e os passageiros.

O primeiro ponto a ser revisado na avaliação da bateria são os terminais. Se eles estiverem sujos, soltos ou, mesmo, enferrujados, é sinal de algo não vai bem. Além disso, é frequente que baterias em mau estado de conservação tenham seus terminais cobertos pelo que é chamado de zinabre.

Também conhecido como azinhavre, essa substância se forma a partir da oxidação do cobre, envolvendo os terminais da bateria com um resíduo esverdeado. Nesses casos, é necessário tirar a bateria do carro, limpá-la com vaselina e lavar os conectores com água quente.

Alinhamento, balanceamento e calibragem dos pneus

Os pneus são importantes não apenas para o bom funcionamento do carro, como também para a segurança de todos os passageiros. Logo, é comum que eles recebam atenção especial durante a revisão.

Entre os procedimentos mais efetuados, estão o alinhamento, o balanceamento e a calibragem dos pneus.

A calibragem é mais simples e pode ser conferida pelo próprio motorista de tempos em tempos. De qualquer forma, o ideal é que o carro saia da revisão com a pressão adequada nos pneus, o que ajuda, inclusive, na economia de combustível.

Já o alinhamento e o balanceamento devem ser feitos, em média, a cada 10 mil quilômetros ou sempre que os pneus forem trocados ou passarem por rodízio. Se o carro apresentar sinais de trepidação ou puxar para qualquer um dos lados enquanto segue em linha reta, talvez seja hora de antecipar esses procedimentos.

Por fim, vale reforçar que os pneus devem sempre ser mantidos em bom estado. Nunca rode com pneus carecas. Eles devem ser trocados sempre que sua vida útil se esgotar ou diante de qualquer sinal de desgaste que comprometa sua integridade.

Freios

Os freios, por razões óbvias, são outro componente fundamental para a segurança de quem conduz um veículo. Ou seja, qualquer revisão deve concentrar atenção nesse item e avaliá-lo cuidadosamente para não colocar a vida de ninguém em risco.

Por se tratar de um sistema relativamente complexo, cada item deve ser avaliado atentamente, de acordo com suas especificidades. É preciso, por tanto, observar o cilindro, as lonas, o fluido de freio, as pastilhas, os tambores e o disco.

Um ponto a ser observado é que cada um desses componentes tem uma vida útil diferenciada. As pastilhas, por exemplo, duram em torno de 20 mil quilômetros. Já as lonas do freio suportam até 50 mil quilômetros sem substituição, em média. Outros itens podem ser substituídos apenas quando apresentarem defeito ou claros sinais de desgaste.

Essa diferença na vida útil dos diferentes itens do freio reforça a necessidade de avaliar com atenção redobrada o sistema como um todo a cada revisão.

Correia dentada

Pouco conhecida entre quem não tem conhecimento profundo sobre carros, a correia dentada desempenha um papel fundamental no funcionamento do veículo, coordenando o movimento de abertura e fechamento das válvulas, além dos movimentos dos pistões do cilindro.

O problema é que o desgaste dessa peça acontece de forma silenciosa e quase nunca o item dá indicações de que vai quebrar. Por isso, a verificação durante a revisão é recomendável.

Essa avaliação deve ser feita quando a correia dentada atinge os 10 mil quilômetros de uso ou a cada 6 meses. No caso de correias de metal, esse intervalo pode aguardar a marca de 50 mil quilômetros.

Filtro de combustível e velas de ignição

Os filtros de combustível, como o nome indica, retêm qualquer sujeira que, eventualmente, esteja presente no tanque, impedindo que ela vá para o motor no momento da combustão. Aqui não há muita exceção: a maioria dos fabricantes recomenda que essa peça seja trocada a cada 10 mil quilômetros.

Já as velas de ignição emitem faíscas, permitindo que a combustão tenha início quando se dá partida no carro e fazendo todo o sistema responsável pela movimentação do carro entrar em funcionamento.

Elas não vão dar trabalho se não estiverem funcionando corretamente, mas a falta de manutenção pode aumentar o consumo de combustível e a poluição emitida pelo veículo. Assim, toda revisão prevê que elas sejam trocadas a cada 10 mil quilômetros.

Itens de segurança

Qualquer revisão que se preze precisa englobar, também, os itens de segurança do veículo, principalmente quando levamos em conta que esse procedimento tem como um dos seus focos reforçar a segurança de motoristas e passageiros.

Além dos já mencionados freios e pneus, a revisão deve incluir na sua lista de itens a serem verificados, com a periodicidade necessária, luzes e faróis, airbags, cintos de segurança, retrovisores, substituindo tudo aquilo que não apresentar funcionamento adequado ou que já estiver no final de sua vida útil.

Como garantir uma boa revisão?

O primeiro pré-requisito para garantir uma boa revisão é, como já destacamos, fazê-la na periodicidade correta, seguindo principalmente as recomendações indicadas pela montadora do veículo, seja em relação ao período entre as revisões, seja em relação as distâncias percorridas.

Além disso, a revisão deve ser feita por profissionais de confiança e com boa reputação, que assegurem todas as etapas de checagem e verificação serem feitas conforme as recomendações dos fabricantes do veículo, das peças e dos demais componentes.

Nessa hora, uma dúvida bastante comum surge entre os proprietários: afinal, fazer a revisão na concessionária ou no mecânico em que ele confia? A resposta para essa questão deve considerar alguns aspectos.

Na concessionária, a revisão costuma ter um caráter mais especializado, uma vez que os profissionais desses locais, quase sempre, trabalham com carros de um número limitado de marcas.

Além disso, o acesso às peças para reposição costuma ser mais rápido e, quase sempre, há a certeza de que os componentes para trocas são originais, ainda que o serviço tenha preço mais elevado.

Por fim, verifique sempre se a montadora exige que o carro seja levado para revisão na concessionária, sob risco de perder a garantia oferecida no momento da compra. Com isso em mente, é preciso colocar tudo na balança, mesmo que, na maioria dos casos, o serviço da revenda oficial costume pesar mais no bolso do motorista.

No sentido oposto, se o profissional de oficina mecânica fora da concessionária for de confiança e oferecer o serviço a um preço justo, não há risco em levar seu carro lá, para que a revisão seja realizada.

Contudo, leve em conta a questão da garantia e de que nem sempre esses profissionais são especializados no seu modelo. Além disso, nesses locais, pode ser difícil ter acesso à procedência dos itens de reposição. Por isso, junto ao orçamento, exija sempre notas fiscais para comprovar os gastos. Nessas horas, desconfie de serviços e peças com preço muito abaixo da média de mercado.

Quais os custos para realizá-la? Quais as consequências de não fazer?

Por falar em preço, esse é outro aspecto bastante debatido entre donos de veículo. Afinal, ninguém gosta de gastar além do seu orçamento, não é mesmo? Por isso, tão importante quanto a qualidade da revisão é o seu preço.

De maneira geral, é difícil apontar qual o valor da revisão de um veículo. Primeiro, porque isso leva em conta o modelo que passará pela checagem. É de praxe do mercado que alguns modelos tenham manutenção consideravelmente mais cara que outros.

Além disso, quanto mais rodado o carro, mais caro tende a ser o valor cobrado para checar os itens essenciais para seu funcionamento. De todo modo, como parâmetro, é difícil encontrar algum veículo cuja revisão após os 10 mil quilômetros supere os R$ 500.

Seja como for, a revisão deve ser vista sempre como um investimento na segurança, no bolso e no patrimônio do motorista. Esses vários aspectos apenas reforçam o excelente custo-benefício da revisão.

Mantê-la em dia reduz o risco de acidente por falhas do carro, evita quebras que podem custar caro para serem reparadas e, até mesmo, diminui a chance de haver multas, já que existem penalidades para quem circula com o carro em mau estado de conservação.

Ademais, a manutenção correta retarda o processo de desvalorização do veículo, que acontece a partir do momento em que ele sai da concessionária pela primeira vez. Com tudo em ordem, será possível cobrar mais pelo carro em uma eventual revenda no futuro.

Ou seja, se você quer manter seu bem em ótimo estado de conservação, rodar em segurança e evitar inúmeras dores de cabeça enquanto estiver atrás do volante, a revisão automotiva periódica feita por profissionais de confiança é fundamental. Espero que este guia tenha deixado isso claro e que, com as dicas trazidas aqui, você possa aproveitar o melhor que seu carro tem a oferecer em diferentes momentos da sua vida.

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